quarta-feira, 12 de março de 2008

Selo certifica qualidade no atendimento em lojas

Por Thiago Terrathiago@mundodomarketing.com.br

O IBRC – Instituto Brasileiro de Relações com o Cliente – criou o selo Loja Amiga do Cliente – LAC – que será adaptado também para Shoppings e Hotéis e servirá como balizador de uma série de fatores para comprovar o bom atendimento.

O Selo define o fim das denuncias e o começo da confiança.

Além da contribuição que o auditor oferece no contato com as entidades, o Selo já dispõe de um site que receberá denuncias sobre as lojas que possuem o selo, mas que não estão cumprindo as determinações que levaram a empresa a recebê-lo. “Isto será feito para garantir que a loja mantenha o padrão sempre ao longo do ano. A denúncia será importante porque qualquer estabelecimento poderá ser reavaliado”, explica o Presidente do IBRC.

Encerrando Ciclos

(Escrito por Jônatas Eridani)

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos - não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedido do trabalho?
Terminou uma relação?Deixou a casa dos pais?
Partiu para viver em outro país?
A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu.
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo, enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.
Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos:
Seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará:
Não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais.
Amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!)
destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração - e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora.
Soltar.
Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seus esforços, que descubram seu gênio, que entendam seu amor.
Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa,que mostra como você sofreu com determinada perda: Isto o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capitulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerre ciclos.
Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é!!!

As emoções e a criatividade - * Mário Eugênio Saturno


Uma pesquisa conduzida pelo Dr. Adam Anderson, Professor de Psicologia da Universidade de Toronto publicada no “Proceedings of the National Academy of Sciences”, demonstrou que o humor influencia o modo como processamos a informação visual e desenvolvemos algumas atividades. A felicidade pode abrir a mente e a visão e aumentar a criatividade. Por outro lado, esse bom humor torna as pessoas mais distraídas.

No estudo, voluntários deveriam resolver dois tipos de problemas, um que requeria criatividade na associação de palavras e outro que envolvia a visão e que ignorava informações que distraem. O humor era estimulado através de músicas que despertam a felicidade ou a tristeza, além de serem solicitados a pensar sobre coisas felizes ou tristes.

Os voluntários do grupo estimulado para um estado de felicidade foram hábeis para resolver os problemas que envolviam a criatividade, porém mostraram-se distraídos e foram mal nos testes visuais com distrações. O oposto ocorreu no grupo triste. O que parece natural, quando temos dificuldades para resolver algum problema, nossa primeira reação é ficar bravo, o que acaba aumentando o foco sobre o problema.

Os cientistas afirmam que a amígdala, localizada no cérebro, pode ter um grande efeito na criatividade, pois é a parte do sistema límbico que dispara o medo e o medo torna as pessoas menos criativas. Talvez seja por isso que ter uma atitude positiva faça com que esse tipo de gente sobreviva diante do perigo e adversidades. Dica para empresários e políticos do executivo, a insegurança fará seus subordinados terem menos idéias. Pense bem, a culpa não é do subordinado mas do chefe.

Por outro lado, para se resolver problemas que envolvem leitura ou cálculo, estar muito feliz distrai, tira do foco. Dirigir em uma estrada movimentada que exija também muita atenção, não é bom e é até perigoso estar rindo à toa.

Um mau humor resultará em uma visão focada, curta. O que estiver em volta será desprezado. Em algumas situações isso é benéfico, ou seja, um pouco de ansiedade pode ser bom. Assim, contrate um contador mal-humorado. Mas não muito. O importante e o que é bom para a saúde mental é a capacidade de ser flexível, não ficar preso a um tipo de humor somente.

Para os problemas do dia-a-dia precisamos de um pouco de criatividade, assim, estimular a felicidade é uma forma de resolver o problema com soluções novas e inventivas. Comigo mesmo já aconteceu isso, durante a montagem do primeiro satélite brasileiro, o SCD-1, foi detectado um grave problema de projeto no receptor que inviabilizava algumas funções, enquanto engenheiros eletrônicos discutiam, sem ter o que fazer, a não ser esperar, enfiei a mão no bolso, agarrando meu Terço e comecei a rezar. Quando minha mente afastou-se da ansiedade geral, vislumbrei uma solução simples e que foi adotada.

Por isso vemos que não importa a época, as igrejas sempre ficam abarrotadas de gente. O ser humano é um ser social, as “igrejas” cumprem uma função que nos torna felizes. Quem assim faz, além de aplacar a dor das dificuldades, acha modos melhores de melhorar sua vida, seja espiritual ou fisicamente.


* Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Professor

Fonte: Jornal Diário do Comércio14/02/2008